A importância da vacina contra o HPV

O câncer de colo de útero é ainda muito prevalente no Brasil, sendo a quarta causa de morte pela doença em mulheres brasileiras. O seu grande promotor, na maior parte das vezes é a infecção pelo vírus HPV, que é o papiloma vírus humano, que além do câncer anogenital é também responsável pelas verrugas genitais.

A transmissão do HPV é por via sexual e de contágio muito fácil. Estima-se que aproximadamente 80% da população sexualmente ativa já tenha tido contato com este vírus pelo menos uma vez na vida.

Existem mais de 100 tipos de HPV, no entanto, alguns subtipos tem maior potencial de causar câncer. A vacina que é oferecida aqui no Brasil, cobre os quatro principais deles, que são 6, 11, 16 e 18 e deve ser administrada a meninas entre 9 e 13 anos.

healthcare and medical concept - doctor doing vaccine to child in hospital

A vacina contra o HPV pode diminuir significativamente a incidência do câncer anogenital e das ver

rugas genitais, no entanto, apesar dos benefícios, o Ministério da Saúde conseguiu imunizar nesse período só 45% das meninas para as quais o item está disponível gratuitamente.

Este problema de falta de adesão da campanha de vacinação não é exclusivo do Brasil. De acordo com o Colégio Americano de ginecologia e obstetrícia e o CDC, somente 50% das meninas americanas receberam pelo menos 1 dose da vacina e somente 33 % recebeu o esquema completo.

Muitos pais acabam postergando a administração da vacina por medo de antecipar o início da vida sexual de seus filhos ou com receio de estimular relações sexuais sem uso de preservativo. Estudos já demonstraram que não há esta relação.

Alguns optam por dar a vacina quando as filhas iniciarem a atividade sexual, mas estudos já demonstraram que a resposta do sistema imunológico contra o vírus HPV é melhor quando ela é administrada antes do início da vida sexual. A segurança da vacina já esta comprovada e mais de 60 milhões de vacinas já foram distribuídas.